terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

De novo


A história se repete, por quantas vezes ainda?

Não chega a dar tempo, algo acontece, antes que algo aconteça

E a sensação de vazio, de solidão, cresce, depois se acalma e tudo volta como antes

Até que de novo, a história se repete

E respiro fundo, e caminho mais um pouco

Até quando?

domingo, 22 de janeiro de 2012

Eles têm salvação!

(Texto inspirado na manifestação realizada na manhã deste domingo, em Rio do Sul, e em todo país, contra os maus tratos aos animais domésticos)


Era domingo de manhã, estávamos em nossa rotina diária, acompanhando nossos protegidos, ao lado deles, ou do alto. Mas esse dia começou diferente. De repente eles começaram a se reunir, em praças de suas cidades, em todos os estados, no país inteiro. Vestiam camisetas brancas e em silêncio, protestaram.
Sem saber do que se tratava, nos dirigimos aos pequenos seres de estimação de nossos protegidos, que nos informaram se tratar de uma manifestação contra a violência aos animais domésticos. A energia produzida pelos grupos atraiu outros de nós, curiosos pela iniciativa tomada em prol do bem.
E eles caminharam. Quietos por fora, mas cheios de bons pensamentos por dentro. Pensamentos de amor aos indefesos, sentimentos nobres de proteção aos mais fracos. Foi então que uma reflexão se iniciou em nossa dimensão. Por telepatia, compreendemos a satisfação de cada um de nós, pois aqui, do outro lado, pudemos ver que os encarnados da Terra ainda têm esperança de construir uma humanidade melhor.
Eram poucos, uns 300, que se somaram a outros 300, e outros, e que se conectaram e criaram essa egrégora de amor, que se transmitiu aos seus filhos, presentes na manifestação, e aos seus animaizinhos.
Desejamos então, com toda intensidade, que outras ações como essas se realizem, se expandindo para outros assuntos. Que outras energias se aglutinem para protestar contra a corrupção, a violência doméstica, a falta de oportunidades, de dignidade humana.
Estejam certos que estaremos sempre a postos para lhes ajudar a reunir o maior número possível de adeptos do bem.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Competição nunca foi saudável

A competição é saudável.... balela!
Competir nunca foi saudável
É saudável um irmão competir com o outro pra conseguir atenção dos pais?
É saudável atletas competirem em esportes a ponto de se ferirem fisicamente?
É saudável a competição no trabalho a ponto de prejudicar o colega?
Não! Nenhuma competição vale a pena. Por mais disfarçada de boas desculpas que tenha.
Quem perde na competição, sempre sofre.
E quando alguém sofre, não há amor.
E de que vale então vencer o outro, se foi às custas da dor alheia?
A única vitória digna é aquela em que vencemos a nós mesmos
Quando vencemos a tirania do ego e nos recusamos a competir com os outros
Quando voltamos o olhar pra nós
E tentamos transformar erros em qualidades
E tentamos melhorar ainda mais nossas qualidades
Mas não com o objetivo de ser melhor que os outros
Não com as algemas da competição
E sim com a responsabilidade de um ser livre, que não precisa provar nada pra ninguém
Que alcança a vitória por merecimento, por esforço próprio
Tendo somente como modelo a seguir aquele que um dia passou por esse planeta

Jesus!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Respeito pelas escolhas

Imagino o quanto nossos anjos de guarda, protetores, espíritos amigos sofrem quando vêem a gente tomando um caminho que nos fará mal, mesmo que no momento nos pareça o melhor caminho.

Eles sofrem porque sabem que não podem interferir em nossas decisões, em nossas escolhas. Sabem que precisam respeitar o livre arbítrio daqueles que amam. O mesmo acontece entre nós, na Terra.

Quantas vezes aqueles que amamos tomam decisões que nós sabemos que irão lhes trazer sofrimentos futuros. Até tentamos alertá-los, mas não devemos e não temos o direito de obrigar ninguém a nada.

Cada um sabe de si mesmo, do que há em seu coração. o que podemos fazer é manter as portas sempre abertas para quando eles voltarem a si e entenderem aquilo que tentávamos mostrar outrora.

Enquanto isso, nossa tarefa se restringe a pedir que Deus os proteja, que sejam felizes nas escolhas que fizeram. Porque, bem ou mal, toda experiência, seja pelo caminho melhor ou pior, trará um aprendizado.

Não podemos furtar de nossos entes queridos o direito de passar por esses aprendizados, mesmo sabendo que irão se machucar. É como a mãe, que precisa deixar o filho descobrir sozinho como caminhar, apesar dos tombos pelo caminho.

E no fim, ela estará lá, de braços abertos, aguardando o filho, depois dos passos que ele deu.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

decisão

agora que sei o que não quero pra minha vida
vou focar naquilo que quero

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Então tá


Foi um teste Deus?
mais um?
porque o senhor faz isso comigo?
melhor, porque eu atraio isso em minha vida?
tava tão bom, tão tranquilo, eu estava gostando de conhecer
ai acontece algo, que pra mim não teve a mesma gravidade
ai tudo começa a desandar
eu perco a paciência com algumas coisas
me defendo como nunca tinha feito em minha vida
e descobri que eu agora não aceito mais certas coisas, que antes eu aceitaria
descobri que agora sei me valorizar
que não vou me sujeitar ao que não me faz bem, somente para estar ao lado de quem eu quero

ai senhor,
se foi um teste, se eu passei, não sei,
mas foi bom saber que não morri, que posso sim viver novos momentos bons assim
que achei que nunca mais viveria
descobri que continuo mulher
que meu corpo também não morreu
depois de tantos anos sozinha

agora que o coração tá mais calmo
eu desejo que a vida siga seu rumo
mas sabe Deus, por favor, não me deixe passar por mais uma dessas
por favor.... estou cansada disso

obrigada

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não precisa explicação

Há coisas que acontecem que eu não consigo entender
Busco várias hipóteses, várias explicações
Mas nenhuma delas resolve a questão
O que se faz então?
Nada
Não se faz nada
Deixa-se o fluxo da vida seguir
Há coisas que acontecem, que não precisamos entender

sábado, 15 de outubro de 2011

FIM


pensei que esse dia nunca fosse chegar....
mas, finalmente,
não quero mais saber de você!
seja muito feliz
pois eu vou começar a ser também

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O coração dói




Entrou na minha vida, fez um estrafego e foi-se
Fugiu como quem foge do medo de amar
Na verdade, fugiu porque não amava
Mesmo assim, grudou fundo no meu coração
E até hoje continua lá
Guardado
Mesmo sabendo que nada mais há
Nenhum sentimento que venha de longe
Nenhuma esperança
Mesmo assim o coração dói
Sabendo que a cada instante o teu coração muda o rumo
Inconstância emocional, que me afastou de ti
Mas que a memória não conseguiu apagar
As lembranças boas dos momentos bons
Então é uma guerra, entre o que foi bom e o que doeu
Que sempre faz eu me segurar
Ficar quieta no meu canto
Mas as vezes, a saudade do que foi bom bate forte
E quase desando estrada afora
Atrás do que um dia existiu
Do que um dia me preencheu inteiramente
Mas que hoje são só decepções
A cada dia...
A cada descoberta ruim
Reconheço que ainda não saí das grades
Mesmo a porta estando aberta
Talvez eu não acredite que algo tão maravilhoso aconteça outra vez
E fico assim, presa ao que já foi e vendo o que é agora

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Impressões na alma

Perdi meu pai com 11 anos, vítima de um raio de trovoada. Portanto, a chuva, a água, além de vida, para mim também significa morte. Os dias que antecederam esta enchente foram angustiantes. O céu sempre escuro e a água descendo aos baldes. O rio subindo também trazia lembranças ruins, das cheias de 83 e 84, quando acordamos de madrugada, vendo a água subindo pelo assoalho de nossa casa. Tivemos que sair às pressas, com a roupa do corpo, e com uma canoa encontramos local seguro.
Nessa de agora, acompanhei a água subindo lá no final da rua. Construí nossa casa em local que não deveria ser atingido, mas foi. A noite de quinta-feira foi passada em claro, por mim, minhas irmãs, minha mãe, e uma vizinha, com um bebê. Não era mais possível sair de carro, a água já estava na escada da casa. O jeito foi esperar amanhecer o dia e pular o muro de dois metros nos fundos, saindo em direção a estrada geral do bairro.
Tenho muito que agradecer, pois não perdemos nada. Fomos acolhidos por pessoas maravilhosas. Nossa família, que andava meio ‘espalhada’, se uniu pra se ajudar. Os momentos de dificuldade foram resolvidos com calma e racionalidade. Aprendi muito naqueles dias. Aprendi que o ser humano tem muitas qualidades, que sabe estender a mão ao próximo. Mas também vi muita coisa triste, que nem é bom expor. São em situações extremas que as máscaras caem, que quem é do bem, mostra que é, e quem não é também mostra.
Quando eu conseguia dar uma paradinha em meio a correria daqueles dias, de ir atrás do básico, para ajudar onde estávamos, ficava pensando...Sei que nosso planeta não irá se extinguir, mas que haverá uma grande transformação, que já começou com esses desastres naturais, com a violência acentuada, e que tudo isso irá se intensificar a partir do próximo ano.
Será como um parto, muito dolorido, que a humanidade terá que passar, para que uma nova humanidade surja. Mais humana. Mais solidária. Menos egoísta. Meu coração, ao mesmo tempo que deseja fortemente isso, sofre horrores vendo a casa da vizinha caída no chão, ouvindo no rádio que crianças estão sem leite, que animais ficaram abandonados. Meu coração dói horrores quando vejo pessoas que não se importam nada com tudo isso.
Também fico pensando se as medidas preventivas irão adiantar alguma coisa. Se estamos fadados a passar por essas transformações de qualquer maneira. Podem não resolver, mas com certeza irão minimizar os problemas.
Tomara que o acontecido tenha servido de aprendizado para muitos, o que eu acredito que tenha sido. Para olharmos as pessoas na rua com amor. Para darmos pelo menos um sorriso, quando não tivermos nada mais a oferecer. Ou então, que façamos o melhor em nosso trabalho, pensando sempre no bem coletivo.